A ONU divulgou um relatório nesta sexta-feira (12) que revela que a expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada alcançou seu nível mais alto desde 2017. Em 2025, foram impulsionados planos para quase 47.390 novas unidades habitacionais, uma subida acentuada em comparação com cerca de 26.170 unidades em 2024. Essa situação foi destacada pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, que critica a continuidade desse processo.
Guterres enfatizou que essa expansão ilegal não apenas perpetua a ocupação, mas também dificulta o acesso dos palestinos às suas terras, ameaçando a viabilidade de um futuro Estado palestino soberano. Ele também mencionou que, entre 2017 e 2022, a média anual de novas unidades habitacionais foi de 12.815, indicando uma escalada preocupante. Além disso, as operações militares das Forças de Defesa de Israel na Cisjordânia têm gerado um aumento significativo na violência, resultando em um elevado número de vítimas palestinas.
A escalada de violência na região é alarmante, especialmente após o ataque do Hamas contra Israel em 2023, que desencadeou um conflito mais amplo. Desde então, pelo menos 1.022 palestinos foram mortos na Cisjordânia, enquanto 44 israelenses perderam a vida em confrontos ou operações militares. A comunidade internacional observa com preocupação essa situação, que continua a desestabilizar a região e a comprometer as perspectivas de paz duradouras.

