ONU corta pela metade ajuda humanitária e prioriza casos críticos

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

As Nações Unidas anunciaram, em 8 de dezembro de 2025, uma redução de 50% em sua projeção de ajuda humanitária para o ano de 2026, fixando o orçamento em US$ 23 bilhões. O corte se deve à acentuada queda nas doações de países, especialmente dos Estados Unidos, o maior doador histórico, que continua a enfrentar desafios financeiros na assistência externa. Essa nova realidade significa que apenas os casos mais desesperados receberão apoio, deixando milhões de pessoas sem a ajuda necessária.

O novo plano da ONU identifica aproximadamente 87 milhões de pessoas como casos prioritários, enquanto cerca de 250 milhões necessitam de assistência urgente. Entre os países que mais precisam de ajuda estão os territórios palestinos, o Sudão e a Síria, todos afetados por conflitos e crises humanitárias severas. A ONU também enfrenta desafios como insegurança para seus funcionários e dificuldades de acesso a regiões devastadas por guerras e desastres naturais.

Com a redução do orçamento, a organização está sendo forçada a tomar decisões difíceis e priorizar vidas em risco. O chefe de ajuda humanitária das Nações Unidas alertou sobre o aumento da fome e das doenças em várias regiões vulneráveis, enfatizando a necessidade urgente de financiamento. A falta de recursos adequados pode agravar ainda mais a situação de milhões de pessoas que dependem da ajuda humanitária, tornando crucial a mobilização de doadores internacionais.

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