O ouro fechou a sessão de 11 de dezembro de 2025 com alta de 2,09% na Comex, a divisão de metais da bolsa de Nova York. Essa valorização, que já supera 60% desde 2023, ocorre em um contexto de enfraquecimento do dólar e uma fuga de investimentos em ações do setor tecnológico. Ruy Alves, sócio e gestor da Kinea Investimentos, aborda o que o futuro reserva para o metal precioso em meio a tais mudanças econômicas.
Alves destaca que a atual conjuntura econômica tem conduzido investidores a buscar alternativas mais seguras, como o ouro e o Bitcoin, à medida que mercados imobiliários significativos, como os da China e dos Estados Unidos, enfrentam estagnação. Ele critica a ideia de que ativos como o Tesouro Direto são seguros, argumentando que, na prática, equivalem a financiar impostos futuros sem lastro produtivo. O gestor menciona ainda as restrições governamentais que podem inflacionar artificialmente os preços dos imóveis, levando a uma falsa sensação de segurança.
Historicamente, o ouro tem se mostrado um ativo resiliente, mantendo seu valor ao longo dos séculos. Alves enfatiza que, apesar das tentativas de substituí-lo, o ouro continua a ser visto como um refúgio seguro. Ele traça um paralelo com o Bitcoin, que ainda busca estabelecer sua posição como reserva de valor, sublinhando a singularidade do ouro em um mundo repleto de incertezas e desafios econômicos.

