Em 12 de dezembro de 2025, os presidentes do Peru e Equador, José Jerí e Daniel Noboa, respectivamente, reuniram-se em Quito para firmar um acordo visando combater conjuntamente o crime organizado e a mineração ilegal na fronteira entre os dois países. Esta área tem sido marcada pela violência de facções narcotraficantes, com o Peru se destacando como o segundo maior produtor mundial de cocaína, atrás apenas da Colômbia.
O encontro no Palácio de Carondelet também abordou questões de segurança, economia e programas sociais, ressaltando a necessidade de elevar as relações bilaterais. O acordo prevê o reforço da presença das forças de segurança na extensa fronteira de 1.500 km, além da troca de combustíveis, petróleo e gás natural entre os países, visando aumentar a cooperação econômica.
O pacto ocorre em um contexto de crescente violência e recordes de homicídios no Equador, onde Noboa enfatizou a importância do diálogo contínuo para o desenvolvimento regional. As relações entre Peru e Equador, que já foram marcadas por conflitos territoriais, estão em um novo patamar, refletido no intercâmbio comercial que atingiu bilhões de dólares nos últimos anos.

