Uma pesquisa realizada entre 2022 e 2024 revelou que 10,7% dos agentes penitenciários brasileiros foram diagnosticados com depressão. Os dados foram coletados pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, que entrevistou 22,7 mil profissionais em todo o país. Além da depressão, 20,6% dos agentes relataram ter transtorno de ansiedade, enquanto 4,2% indicaram transtornos de pânico.
Os resultados da pesquisa, intitulada ‘Cenários da Saúde Física e Mental dos Servidores do Sistema Penitenciário Brasileiro’, foram divulgados em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os organizadores destacam os desafios enfrentados pelos servidores devido ao intenso ritmo de trabalho e às altas exigências emocionais e físicas da profissão. Apesar disso, 15,9% dos agentes se declararam “muito satisfeitos” com o trabalho, enquanto 59,3% relataram satisfação moderada.
Diante dos números alarmantes, o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, enfatizou a urgência de políticas estruturadas para o cuidado desses profissionais. Ele destacou que, embora desempenhem uma função crucial para a segurança pública, suas necessidades frequentemente não são reconhecidas. O diretor de Políticas Penitenciárias, Sandro Abel Sousa Barradas, também reforçou a necessidade de implementar ações que promovam o bem-estar e a valorização dos servidores penitenciários.

