Petróleo registra maior queda anual desde 2020, com perdas significativas

Amanda Rocha
Tempo: 1 min.

Os preços do petróleo estão se encaminhando para uma queda acentuada em 2025, com o West Texas Intermediate projetando uma perda anual de quase 19%. A situação é influenciada por uma expectativa crescente de excesso de oferta, agravada por conflitos geopolíticos e sanções contra importantes produtores como Rússia, Irã e Venezuela.

Os contratos futuros do petróleo Brent também enfrentam um declínio de mais de 17%, tornando-se a maior queda percentual desde 2020. Analistas do BNP Paribas, como Jason Ying, preveem que o preço do Brent possa cair para US$55 por barril no início de 2026, antes de uma possível recuperação. O aumento da produção de petróleo pela Opep+ e a resistência dos produtores de xisto dos EUA são fatores que contribuem para a pressão sobre os preços.

Com a Administração de Informações sobre Energia dos EUA prestes a divulgar novos dados, a expectativa é que o mercado continue a refletir a fragilidade atual, com estoques de petróleo bruto aumentando. Assim, o cenário para o setor permanece incerto, com implicações potenciais para economias globais dependentes do petróleo e para os investidores do setor.

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