PF investiga desvios em emendas sem considerar estatura política, afirma diretor

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a instituição não leva em consideração a “estatura política” de ninguém durante as investigações sobre desvios em emendas parlamentares. Sua declaração aconteceu em Brasília, onde ele recepcionou jornalistas para um café da manhã, e foi feita em meio à deflagração da Operação Transparência, que teve início na última sexta-feira (12). Rodrigues destacou que a PF apurará todos os elos envolvidos no processo, mantendo um compromisso de seriedade e responsabilidade.

A Operação Transparência tem como alvo principal Mariângela Fialek, servidora do Legislativo que atuou como assessora do deputado Arthur Lira. Durante o período em que Lira presidiu a Câmara, houve um aumento no uso de emendas do tipo conhecido como “orçamento secreto”, que dificulta a identificação de padrinhos políticos e beneficiários finais. Rodrigues garantiu que a PF não está buscando criminalizar a prática das emendas, mas sim investigar possíveis desvios e irregularidades de forma imparcial.

Rodrigues também criticou a “fulanização” das investigações e ressaltou a importância de um enfrentamento responsável ao crime organizado. Ele alertou que não adianta discursos firmes sobre criminalidade se não houver ações concretas no legislativo. Além disso, evitou fornecer detalhes sobre o número de investigações em andamento, que permanecem sob sigilo, mas enfatizou o compromisso da PF em atuar com rigor e seriedade.

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