PGR arquiva investigação sobre Moraes e contrato da esposa sem indícios de irregularidade

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, anunciou o arquivamento de uma investigação sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, afirmando que não existem provas concretas que sustentem as alegações de pressão sobre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em relação ao Banco Master. Essa decisão foi divulgada após reportagens que detalhavam conversas entre Moraes e Galípolo, sem apresentar elementos materiais que corroborassem as acusações.

Gonet destacou que, apesar da repercussão midiática, tanto Moraes quanto Galípolo negaram qualquer tipo de pressão, e a narrativa não se sustentou em evidências. Ele também mencionou que não encontrou irregularidades em um contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, levando ao arquivamento do pedido de investigação protocolado por um advogado.

Essa manifestação representa a primeira análise pública de Gonet sobre o caso e ocorre em um contexto de relações próximas entre o procurador-geral e o ministro do STF, que já se apoiaram em questões anteriores. Com a decisão, o procurador enfatiza que a falta de indícios materiais e o sigilo das fontes jornalísticas impedem a continuidade das investigações, além de reafirmar a autonomia da advocacia em contratos privados.

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