PGR arquiva investigação sobre Moraes por falta de evidências concretas

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu arquivar a investigação sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que era acusado de ter pressionado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em relação ao Banco Master. Gonet destacou que não foram encontrados elementos concretos ou indícios materiais que sustentem as alegações, mesmo após as reportagens que circularam na imprensa. Essa foi a primeira manifestação oficial do procurador sobre o caso, que ocorreu em resposta a um pedido protocolado por um advogado no final de dezembro.

Durante a análise do caso, Gonet também se deparou com um contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes. Ele concluiu que não há indícios de irregularidades nesse contrato, afirmando que a atuação da Procuradoria não se estende a negócios jurídicos entre particulares, salvo se houver evidências de ilegalidade. A decisão de arquivar a investigação foi baseada na falta de provas que sustentem as acusações de pressão ou intimidação.

As implicações dessa decisão são significativas, uma vez que Gonet mantém uma relação próxima com Moraes, indicado ao cargo com seu apoio. Essa proximidade pode levantar questionamentos sobre a imparcialidade da Procuradoria em investigações que envolvem figuras do governo e do judiciário. Além disso, a proteção ao sigilo de fontes jornalísticas, mencionada por Gonet, limita a capacidade de aprofundar as investigações sobre as alegações, mantendo a narrativa em um campo de especulação e suposições.

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