O governo de Portugal decidiu suspender temporariamente o Entry Exit System, um sistema europeu de controle de fronteiras, após relatos de longas filas no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. A medida, que entra em vigor por três meses, busca aliviar a pressão sobre os turistas que enfrentaram esperas de até sete horas durante o intenso período de festas de fim de ano.
A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, admitiu que a introdução do sistema falhou devido a uma série de problemas, incluindo a falta de recursos humanos e deficiências no planejamento. Embora o controle de saída tenha sido facilitado para viajantes de fora da Europa, o processo de entrada gerou sérios transtornos, levando o governo a implementar novas medidas de segurança no aeroporto, como o aumento de equipamentos de vigilância.
Além disso, a Guarda Nacional Republicana (GNR) foi convocada para reforçar o efetivo no controle de fronteiras, enquanto o Sindicato dos Policiais Portugueses anunciou que realizará um novo plenário no aeroporto em janeiro. A pressão sobre o governo do primeiro-ministro Luís Montenegro permanece, levantando questionamentos sobre a eficácia das políticas de imigração e segurança no país.

