A reforma tributária no Brasil, que começa em 1º de janeiro de 2026, promete reconfigurar o mercado imobiliário de luxo ao criar o IVA dual, unificando tributos e ampliando a transparência fiscal. O novo modelo introduz alíquotas uniformes para diversas atividades imobiliárias, incluindo locações e construções, dando início a um processo que se estenderá até 2033.
Com a nova legislação, investidores que possuem mais de três imóveis ou geram receita superior a R$ 240 mil anualmente se tornam contribuintes do CBS e do IBS, além do Imposto de Renda. Essa mudança transforma a atuação de investidores pessoas físicas, que agora são tributados pelo consumo, exigindo maior rigor contábil e compliance. Apesar de promover previsibilidade tributária, a reforma pode onerar mais aqueles que operam por meio de holdings patrimoniais tradicionais.
Os especialistas recomendam uma reavaliação das estruturas de investimento, já que a nova carga tributária pode impactar a rentabilidade das locações de alta renda. Além disso, surgem oportunidades para a criação de fundos imobiliários que possam oferecer isenção de impostos sob certas condições. A reforma não apenas redesenha o setor, mas também exige um planejamento tributário mais profissionalizado e contínuo dos investidores.

