Em uma declaração recente, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, indicou que um novo telefonema entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está agendado para breve. Essa notícia surge após a reunião de Trump com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na Flórida, onde a tensão sobre a situação no Donbas foi novamente abordada. Peskov reafirmou a ordem para a retirada das tropas ucranianas da região, que é considerada vital para a Ucrânia devido à sua riqueza em carvão e indústria pesada.
O Donbas, que inclui as áreas de Donetsk e Luhansk, é controlado em 90% pela Rússia, e a situação permanece crítica. Peskov não deixou claro se a demanda de retirada se estende a outras áreas ocupadas, como Zaporizhzhia e Kherson. O Kremlin também exige que a Ucrânia desista de seus planos de adesão à Otan, complicando ainda mais as negociações de paz, que, segundo Trump, estão avançando com um entendimento a 95%.
Zelensky, por sua vez, se mostrou inflexível em relação à defesa da integridade territorial da Ucrânia, negando a possibilidade de concessões. Ele confirmou a disposição de discutir um plano de paz elaborado pelos EUA, mas destacou que a desmilitarização é inaceitável. A situação continua a evoluir, com Putin insistindo que tomará o Donbas de qualquer maneira, seja por meio militar ou diplomático, aumentando as incertezas sobre o futuro do conflito.

