Selo de conformidade para bebidas não coíbe fraudes no setor

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O governo de São Paulo lançou um selo de conformidade para bebidas alcoólicas, com o intuito de combater a venda de produtos falsificados e adulterados. A iniciativa, anunciada em 19 de dezembro de 2025, gerou expectativas, mas especialistas alertam que a medida se limita ao varejo, deixando a produção sem supervisão. Essa abordagem pode criar uma falsa sensação de segurança para os consumidores.

Os críticos afirmam que a fraude no setor de bebidas começa na produção, onde se adiciona metanol e se manipula o volume de etanol. O selo, que certifica apenas distribuidores e comerciantes, ignora a necessidade de controle efetivo nas fábricas, onde as adulterações têm início. Sem um sistema de rastreabilidade rigoroso, o problema persiste, tornando o mercado vulnerável a novas atividades criminosas.

A falta de fiscalização adequada pode levar a consequências graves, como a continuidade de tragédias associadas ao consumo de bebidas adulteradas. Para enfrentar essa questão, é fundamental que o poder público adote medidas mais abrangentes que visem a produção, em vez de focar apenas na comercialização. A solução deve incluir um controle rigoroso desde a fabricação até a venda, garantindo a segurança dos consumidores e combatendo o crime organizado de forma eficaz.

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