Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, foi transferido para a sede da Polícia Federal em Brasília no sábado, 27 de dezembro. Ele foi detido no Paraguai na madrugada de sexta-feira, após uma tentativa de fuga que incluía o uso de documentos falsos. Vasques havia rompido sua tornozeleira eletrônica e estava sob monitoramento desde agosto de 2024.
Condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 24 anos e seis meses de prisão, Silvinei Vasques foi acusado de liderar operações ilegais durante as eleições de 2022, visando dificultar o acesso de eleitores no Nordeste. Sua prisão no Paraguai ocorreu enquanto ele tentava chegar a El Salvador, passando pelo Panamá. A rápida atuação das autoridades paraguaias impediu que ele completasse sua fuga.
A prisão de Vasques gerou repercussões significativas, levando o ministro Alexandre de Moraes a impor novas medidas cautelares contra outros condenados relacionados a sua trama. Entre essas medidas estão a proibição do uso de redes sociais e o contato com outros investigados. Essa situação levanta questões sobre a segurança e a eficácia das medidas de monitoramento de condenados no Brasil.

