Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados, declarou que Alexandre Ramagem, parlamentar foragido e condenado pelo Supremo Tribunal Federal, pode considerar renunciar ao seu mandato em 2026. Apesar disso, Cavalcante enfatizou a importância da manutenção do mandato de Ramagem para que ele possa avançar com seu pedido de asilo político nos Estados Unidos, destacando que trabalhará para garantir que a situação do correligionário não seja discutida na Câmara.
Ramagem, que já foi condenado à perda do mandato e a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, enfrenta um complexo cenário político. A Câmara havia aprovado a sustação da ação penal contra ele, mas o deputado ainda está sujeito a um processo de cassação, especialmente considerando que sua sentença já transitou em julgado. O presidente da Câmara, Hugo Motta, notificou Ramagem e outro deputado para que se manifestem sobre os processos que podem levar à cassação.
As implicações dessa situação são significativas tanto para Ramagem quanto para o PL, que, assim como no caso da ex-deputada Carla Zambelli, acredita que não há votos suficientes para cassar o parlamentar. A defesa da permanência de Ramagem no cargo, mesmo diante das circunstâncias, demonstra a estratégia do partido em evitar a perda de um membro em um momento crítico, enquanto o deputado continua sua busca por asilo nos EUA.

