A mineradora South32 anunciou a suspensão de suas operações na fundição de alumínio Mozal, localizada em Moçambique, a partir de 15 de março de 2026. A decisão foi motivada pelo fracasso nas negociações para um novo acordo de fornecimento de eletricidade, o que comprometeu a viabilidade econômica da fundição. O CEO da empresa, Graham Kerr, enfatizou que a continuidade das operações dependia de garantir eletricidade a um preço que possibilitasse a competitividade no mercado global.
Durante os últimos seis anos, a South32 trabalhou junto a autoridades governamentais e produtores de energia para assegurar o fornecimento necessário para a fundição, situada nas proximidades da capital, Maputo. Contudo, as partes não conseguiram chegar a um consenso sobre um preço adequado, o que foi exacerbado por condições de seca que afetam a produção de eletricidade na região. A mineradora estima custos de aproximadamente US$ 60 milhões para colocar a instalação de 25 anos em manutenção, além de US$ 5 milhões anuais em custos contínuos.
Com a suspensão das operações, a South32, que possui 63,7% da Mozal, junto com a Industrial Development Corporation of South Africa e o Governo da República de Moçambique, enfrenta um desafio significativo. A situação pode impactar não só a economia da empresa, mas também a economia local, dado o papel da fundição na geração de empregos e contribuição para a comunidade. O futuro da Mozal e de seus trabalhadores permanece incerto diante das dificuldades no fornecimento energético.

