Taxas de juros sobem com recorde de desemprego e déficit fiscal elevado

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

No último pregão de 2025, realizado nesta terça-feira, 30, as taxas de juros no Brasil apresentam alta, impulsionadas por dados recentes do mercado de trabalho e das contas públicas. A taxa de desemprego caiu para 5,2%, a menor desde o início da série histórica em 2012, enquanto o déficit primário do setor público chegou a R$ 14,420 bilhões em novembro, superando as expectativas do mercado.

Os números do mercado de trabalho indicam um cenário aquecido, o que pode dificultar a expectativa de cortes na Selic já em janeiro. A combinação de um desemprego em baixa e um déficit fiscal crescente gera incertezas sobre as próximas decisões do Banco Central em relação à política monetária. O mercado aguarda ainda a divulgação da ata do Federal Reserve, que pode influenciar as taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

Com a taxa de desemprego em níveis historicamente baixos e um déficit fiscal significativo, analistas apontam que o Banco Central poderá adiar cortes na Selic. Além disso, a recente elevação nas tarifas de transporte público em São Paulo pode impactar a inflação nos próximos meses. A situação fiscal e as expectativas de crescimento econômico permanecem como fatores críticos a serem monitorados pelos investidores e formuladores de políticas.

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