As taxas dos DIs em São Paulo aumentaram significativamente nesta quarta-feira, subindo mais de 20 pontos-base em diversos vencimentos. O movimento foi impulsionado pela crescente preocupação dos investidores com as articulações políticas em favor da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à presidência em 2026, o que pode impactar a corrida eleitoral e a preferência por Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e nome preferido do mercado.
A pesquisa Genial/Quaest, que indicou Lula liderando a disputa eleitoral, também contribuiu para a elevação das taxas. Os investidores temem que a ascensão de Flávio prejudique as chances de Tarcísio, potencialmente favorecendo a reeleição de Lula. Além disso, o clima político instável reduziu as expectativas de um corte na taxa Selic, que atualmente está em 15% ao ano.
Com a alta nas taxas dos DIs, a situação exigiu um ajuste nas projeções do mercado financeiro, que agora considera maior probabilidade de manutenção da Selic em janeiro. A pressão política parece estar moldando as decisões de investimento, à medida que o cenário eleitoral se torna mais complicado. O desdobramento dessa situação poderá influenciar não apenas a política interna, mas também as decisões do Banco Central nos próximos meses.

