O tenente-coronel do Exército Guilherme Marques Almeida foi detido pela Polícia Federal em Goiás neste domingo, 28, após se entregar voluntariamente. Ele foi condenado a 13 anos e seis meses de prisão por sua participação no núcleo 4 da trama golpista que buscava desestabilizar o governo após as eleições de 2022. Almeida foi preso ao desembarcar no aeroporto de Goiânia, onde já esperavam por ele agentes da PF.
A condenação de Marques Almeida seguiu uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que havia decretado prisão domiciliar para vários envolvidos na trama, incluindo o ex-diretor da PRF, que tentou fugir. Para garantir a segurança e evitar novas tentativas de fuga, o tenente-coronel ficará sob medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e proibição de contato com outros investigados. Ele também entregou seu passaporte às autoridades e está proibido de acessar redes sociais.
As investigações revelaram que Almeida, em um áudio obtido pela PF, sugeriu ações que poderiam levar a um golpe de Estado, expressando preocupação com a situação política. O único foragido entre os condenados é Carlos Rocha, presidente de uma organização que disseminava informações falsas sobre as urnas eletrônicas. A situação continua a gerar preocupações sobre a estabilidade democrática no país e os desdobramentos legais da trama golpista.

