Trindade e Tobago aprovou, nesta segunda-feira, 15, o envio de voos militares dos Estados Unidos a seus aeroportos internacionais, com o objetivo de intensificar a cooperação na área de segurança. A decisão foi anunciada em um momento de crescente tensão nas relações entre os EUA e a Venezuela, refletindo a estratégia americana de cerco ao narcotráfico na região do Caribe.
O Ministério das Relações Exteriores de Trindade e Tobago informou que as operações têm caráter logístico, facilitando o reabastecimento e a rotação de pessoal. O ministro Sean Sobers destacou que essa autorização é parte do compromisso da primeira-ministra com a segurança do país e da região. A medida acontece após os EUA enviarem um destróier e realizarem exercícios militares conjuntos nas proximidades da costa venezuelana.
A autorização para os voos ocorre em um contexto mais amplo de mobilização militar americana na América Latina, com a Casa Branca buscando controlar a migração e o tráfico de drogas. Apesar da justificativa apresentada, a medida suscita preocupações sobre violações do direito internacional e a eficácia das operações contra o narcotráfico, uma vez que dados recentes indicam que a origem das drogas mais consumidas nos EUA é majoritariamente da Colômbia, e não da Venezuela.

