USP demite professor acusado de assédio sexual; defesa promete recorrer

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) decidiu pela demissão do professor Alysson Leandro Mascaro, que foi acusado de assédio sexual por um número significativo de alunos ao longo de quase duas décadas. O docente estava afastado desde dezembro de 2024, enquanto se realizavam investigações internas. Sua defesa já anunciou a intenção de recorrer da decisão, alegando que o processo administrativo foi injusto e irregular.

Mascaro, reconhecido por suas contribuições à teoria crítica do Direito, é alvo de alegações sérias que incluem troca de favores acadêmicos por relações sexuais. Embora as denúncias tenham sido amplamente divulgadas, nenhum caso foi formalmente registrado na Polícia Civil de São Paulo. A defesa do professor afirma que se trata de uma campanha para prejudicá-lo e que todas as irregularidades no processo administrativo serão contestadas judicialmente.

Com a demissão, o caso levanta questões sobre a segurança e o bem-estar dos alunos em instituições de ensino superior. A disputa legal entre a defesa de Mascaro e a USP poderá abrir um precedente sobre como as universidades lidam com alegações de assédio, especialmente em um contexto onde a proteção das vítimas e a justiça para os acusados são fundamentais. O desdobramento deste caso é aguardado com atenção por muitos na comunidade acadêmica.

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