Os proprietários de cinemas no Brasil estão preocupados com as implicações da possível venda da Warner para serviços de streaming, como Netflix ou Paramount. A transação, se concretizada, poderá reduzir ainda mais a quantidade de lançamentos cinematográficos nas salas, pressionando um modelo de negócios que já enfrenta desafios. Além disso, essa mudança pode afetar a capacidade dos shoppings de atrair visitantes, uma vez que os cinemas desempenham um papel crucial na movimentação do público nesses centros de compras.
As associações do setor cinematográfico, como a Associação das Empresas Operadoras de Multiplex e a Federação das Empresas Cinematográficas, manifestaram críticas à venda, argumentando que a concentração de poder nas mãos de grandes plataformas pode prejudicar a diversidade na oferta de filmes. Eles enfatizam que a redução do intervalo entre a exibição nos cinemas e a disponibilização no streaming poderia diminuir ainda mais o apelo das salas de cinema. Atualmente, 60% do público brasileiro prefere esperar pelos lançamentos no streaming, evidenciando a pressão sobre o setor.
O impacto da venda da Warner nos shoppings é considerado preocupante, uma vez que a frequência nas salas de cinema está em queda. Os cinemas representam uma fração do movimento nos shoppings, mas qualquer perda significativa pode afetar o fluxo de visitantes. Apesar disso, especialistas acreditam que os shoppings possuem a capacidade de se adaptar às mudanças no comportamento do consumidor, o que pode mitigar os efeitos negativos da transação.

