A votação do Projeto de Lei Antifacção, programada para o dia 3 de dezembro, foi adiada para 10 de dezembro pelo Senado. O relator, senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, implementou mudanças significativas no texto, que inclui penas de até 120 anos para líderes de facções, levando a um clima de tensão política dentro da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
As novas diretrizes apresentadas por Vieira resultaram em um parecer mais robusto, o que levantou preocupações entre os líderes partidários. Eles reconheceram que o ambiente político não estava propício para a votação do projeto, especialmente diante das modificações de última hora que exigiam mais negociações. O novo relatório também propõe a criação de uma parcela inédita do Fundo Nacional de Segurança Pública, financiada pela Cide-Bets, com potencial de gerar até R$ 30 bilhões anuais.
Com a prorrogação da votação, o Senado agora terá mais tempo para buscar um consenso em torno do projeto, que busca endurecer as penas contra o crime organizado. O desafio permanece em equilibrar a urgência por punições mais severas com as limitações constitucionais e a possibilidade de judicialização de algumas disposições. A expectativa é que um acordo mínimo seja alcançado antes da nova data de votação.

