O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, desmentiu, nesta segunda-feira, 29 de dezembro, as alegações da Rússia sobre um suposto ataque a uma residência do presidente russo, Vladimir Putin. Durante uma declaração em seu canal no Telegram, Zelensky afirmou que as acusações russas são fabricadas para justificar ações militares contínuas contra a Ucrânia, classificando-as como uma ‘história obviamente falsa’. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, havia alegado que a Ucrânia atacara com drones uma das residências de Putin na região de Novgorod.
Zelensky enfatizou que as declarações de Lavrov representam uma ameaça às negociações de paz entre a Ucrânia e os Estados Unidos. O líder ucraniano também pediu garantias de segurança, desejando um compromisso de longo prazo com os EUA, que atualmente oferece um período de 15 anos. Ele argumentou que um compromisso mais extenso poderia dissuadir a Rússia de futuras agressões, destacando a necessidade de um referendo nacional para legitimar qualquer acordo de paz proposto.
Enquanto as negociações continuam, a Rússia reafirmou sua posição de não aceitar tropas da Otan na Ucrânia e intensificou suas operações militares em regiões como Donetsk e Zaporíjia. Zelensky alertou que a falta de garantias de segurança realista pode prolongar o conflito, que já se arrasta desde 2014. A dinâmica das negociações é complexa, e a próxima reunião dos aliados europeus em Paris pode ser crucial para definir os próximos passos nas garantias de segurança para a Ucrânia.

