Em 5 de janeiro de 2026, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua retirada da Moratória da Soja, um acordo firmado em 2006 para impedir a comercialização de soja proveniente de áreas desmatadas na Amazônia a partir de 2008. Esse pacto, com o apoio do governo federal e organizações da sociedade civil, visa combater o desflorestamento do bioma. A decisão ocorre após a implementação de uma lei no Mato Grosso que restringe benefícios fiscais a empresas que não cumpram certos compromissos ambientais.
A Moratória da Soja, que completará 20 anos, foi alvo de críticas por parte de setores ruralistas que se opõem a restrições ambientais. A nova lei estadual, que já enfrentou ações judiciais, foi regulamentada e está sendo monitorada por entidades como a Aprosoja MT. O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, celebrou a saída da Abiove, afirmando que isso permitirá que as empresas cumpram apenas a legislação ambiental brasileira, representando uma vitória para os produtores locais.
Entidades ambientalistas, como o Greenpeace Brasil, criticaram a decisão da Abiove, argumentando que a saída do acordo pode resultar em um aumento significativo no desmatamento. Um estudo preliminar sugere que essa mudança poderia elevar o desmatamento na Amazônia em até 30% até 2045, impactando negativamente as metas climáticas do Brasil. O futuro da Moratória da Soja e suas consequências para o meio ambiente permanecem incertos, enquanto a Abiove é aguardada para se manifestar sobre a decisão.

