Um estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sugere que o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, aprovado em 9 de janeiro de 2026, pode elevar o PIB do Brasil em 0,46% até 2040. Essa estimativa representa um ganho de aproximadamente US$ 9,3 bilhões em comparação com um cenário sem o acordo. O levantamento revela que, entre 2024 e 2040, o Brasil seria o país mais beneficiado dentro do bloco sul-americano, superando os ganhos previstos para a União Europeia e outros países do Mercosul.
O estudo detalha que o aumento esperado no PIB brasileiro contrasta com um crescimento de apenas 0,06% na União Europeia e 0,20% nos demais países do Mercosul. Além disso, o Ipea projeta um incremento de 1,49% nos investimentos no Brasil e um ganho líquido de US$ 302,6 milhões na balança comercial nacional. Esses resultados refletem a diversificação da economia brasileira, que poderia absorver os benefícios da redução de barreiras comerciais mais efetivamente do que os seus parceiros do bloco.
Os efeitos do acordo também se estenderiam à produção e ao emprego, com setores do agronegócio se destacando como beneficiários. Embora o tratado traga vantagens, ele poderá pressionar algumas indústrias locais, como veículos e vestuário, que enfrentam mais concorrência externa. Assim, a análise do Ipea enfatiza a relevância do acordo, não apenas para o crescimento econômico, mas também para a estruturação do mercado interno brasileiro.

