O Conselho Europeu aprovou em 9 de janeiro de 2026 o aguardado acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que visa eliminar tarifas sobre 91% do comércio entre os blocos. No curto prazo, o agronegócio brasileiro é apontado como o grande vencedor, com produtos como carne bovina, café e frutas se destacando na abertura do mercado europeu. O tratado, após 26 anos de negociações, será assinado em breve, prometendo mudanças significativas nas relações comerciais.
Os analistas destacam que, além do agronegócio, a indústria brasileira também pode se beneficiar com o acordo. Setores como o químico, de calçados e transporte têm potencial para expandir suas exportações, impulsionados pela harmonização regulatória e redução de barreiras. A energia é outro ponto estratégico, pois o Brasil pode se tornar fornecedor crucial para a diversificação das fontes energéticas da Europa, especialmente em um contexto geopolítico instável.
Entretanto, especialistas alertam que a abertura do mercado não é uma garantia de sucesso imediato. A concorrência aumentará, principalmente em setores que hoje enfrentam altas tarifas, como eletrônicos e vestuário. Os próximos anos serão cruciais para que o Brasil capitalize essas oportunidades, com ganhos gradativos aguardados em um horizonte de até dez anos, impactando investimentos, exportações e a competitividade interna.

