O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia foi aprovado em 9 de janeiro de 2026, após mais de 25 anos de negociações. Com a assinatura agendada para 17 de janeiro em Assunção, Paraguai, o tratado promete estabelecer a maior zona de livre comércio do mundo, reunindo cerca de 700 milhões de pessoas. A celebração do acordo, no entanto, é acompanhada por críticas de agricultores europeus e ambientalistas sobre seus possíveis impactos ambientais e na concorrência agrícola.
O tratado prevê a eliminação gradual de tarifas para bens e serviços, com o Mercosul zerando tarifas sobre 91% dos produtos europeus em até 15 anos, enquanto a UE eliminará tarifas sobre 95% dos produtos do Mercosul em até 12 anos. Além disso, o acordo inclui compromissos ambientais obrigatórios e regras rigorosas de segurança alimentar, visando mitigar preocupações com desmatamento e práticas comerciais desleais. Apesar dos ganhos econômicos esperados, como o aumento das exportações brasileiras, o acordo requer aprovação adicional por parte do Parlamento Europeu e ratificação nos parlamentos dos países do Mercosul.
As próximas etapas incluem a assinatura formal do acordo e a necessidade de ratificação por cada país envolvido, o que pode prolongar o processo. Embora o tratado seja visto como uma oportunidade para integrar as economias e aumentar o comércio, as tensões entre os interesses comerciais e as preocupações ambientais podem complicar sua implementação. Assim, o sucesso do acordo dependerá da capacidade de conciliar essas demandas divergentes e garantir que os benefícios sejam distribuídos de forma justa entre os envolvidos.

