A administração Trump anunciou que cidadãos de 38 países deverão pagar um depósito de até $15.000 para solicitar visto de entrada nos Estados Unidos. Essa nova regra, que inclui 25 países adicionais à lista, entra em vigor em 21 de janeiro e reflete uma tentativa de reduzir a alta taxa de permanência ilegal entre esses grupos. Dentre as nações afetadas, estão países da África, América do Sul e Ásia, como Venezuela e Cuba.
Os depósitos, que foram introduzidos no ano anterior, são reembolsáveis em caso de negativa do visto ou após o cumprimento das condições impostas. No entanto, a quantia exigida é desproporcional em relação à renda média desses países, o que sugere que a medida pode servir também como um desestímulo para os solicitantes. A média de rendimento mensal nos países afetados é de cerca de $675, o que intensifica a dificuldade de acesso ao visto.
O Departamento de Estado dos EUA afirma que essa política se aplica a solicitantes de vistos B1 e B2, para estadias temporárias por motivos de negócios, turismo ou saúde. Além disso, os solicitantes que pagarem o depósito deverão entrar nos EUA apenas por três aeroportos específicos. A implementação dessa medida traz à tona questões sobre a equidade no sistema de imigração americano e suas implicações para as relações internacionais.

