Uma unidade de agentes da Imigração e Fiscalização de Aduanas (ICE) dos Estados Unidos se juntará à delegação americana nas Olimpíadas de Inverno, que ocorrerão em Milão e Cortina d’Ampezzo, Itália. A decisão gerou confusão e indignação no país, especialmente entre os cidadãos e autoridades locais. O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, manifestou forte oposição à presença dos agentes, afirmando que eles são indesejáveis na cidade.
A ICE declarou que sua atuação se concentrará em avaliar e mitigar riscos relacionados a organizações criminosas transnacionais, assegurando que não realizarão operações de fiscalização durante o evento. Essa justificativa, no entanto, não convenceu muitos críticos, que temem a militarização da segurança em um evento esportivo. A presença dos agentes levanta questões sobre a relação entre segurança e direitos humanos, em meio a um contexto de repressão à imigração nos Estados Unidos.
O desdobramento dessa situação poderá impactar não apenas a reputação dos Jogos Olímpicos, mas também a percepção pública sobre a política de imigração dos EUA. A reação negativa pode influenciar como a segurança é administrada em grandes eventos internacionais, além de acirrar o debate sobre os limites da atuação de agências de imigração em situações não relacionadas a fiscalização direta. O resultado desta situação ainda está por se definir, à medida que as Olimpíadas se aproximam.

