Agronegócio enfrenta desafios com Selic alta e crédito escasso

Eduardo Mendonça
Tempo: 1 min.

Na primeira reunião do ano, o Banco Central do Brasil deve manter a taxa Selic em 15%, conforme analisado por economistas. A decisão reflete a necessidade de controlar a inflação, que, apesar de sinais de alívio, ainda apresenta expectativas acima da meta para os próximos anos. O economista Bruno Lavieri ressalta que a credibilidade do Banco Central continua em jogo, exigindo juros altos por mais tempo.

O impacto dessa política monetária já é visível no setor agropecuário, que foi pego de surpresa pela rápida elevação da Selic. Gustavo Junqueira, colunista e ex-secretário de Agricultura de São Paulo, aponta que a elevação dos juros dificultou o pagamento de dívidas e resultou em vendas forçadas de ativos. A queda nos preços das commodities, como a soja, agrava ainda mais a situação financeira dos produtores, que agora enfrentam menos capital disponível.

Com o crédito se tornando cada vez mais seletivo, mudanças na atuação do Banco do Brasil têm deixado muitos produtores sem opções de financiamento. Embora o efeito macroeconômico possa parecer controlado, no nível micro, os produtores mais endividados estão sendo excluídos do mercado. Essa situação gera uma

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