AIEA discute segurança nuclear na Ucrânia após ataques russos

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) convocou seu Conselho de Governadores em 30 de janeiro de 2026, na sede da organização em Viena, Áustria. A reunião foi solicitada por diversos países membros preocupados com a situação nuclear na Ucrânia, especialmente após os recentes ataques russos à infraestrutura energética do país. O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, afirmou que a guerra na Ucrânia é a maior ameaça à segurança nuclear no mundo.

Durante a reunião, o embaixador ucraniano Yurii Vitrenko enfatizou a urgência de abordar os riscos à segurança nuclear, citando ataques anteriores às instalações nucleares ucranianas. Treze países, liderados pelos Países Baixos, enviaram uma carta ao Conselho expressando sua preocupação com as implicações dos conflitos para a segurança nuclear. Uma missão da AIEA, que já está em andamento, visa avaliar as linhas de transmissão de energia e as instalações nucleares na Ucrânia.

As tensões aumentam à medida que a Ucrânia acusa a Rússia de realizar bombardeios que podem levar a catástrofes nucleares. Recentemente, ataques interromperam o fornecimento de energia à usina de Chernobyl, e a usina de Zaporizhzhia, ocupada pelas forças russas, também se encontra em uma situação crítica. A reunião da AIEA pretende oferecer uma resposta global a esses desafios e garantir a segurança nuclear em meio ao conflito contínuo.

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