O governo da Alemanha tem buscado acelerar as deportações de imigrantes, com um aumento de 16% nas remoções entre janeiro e novembro de 2025. Embora o país não possua uma agência federal similar ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) dos EUA, a filial do partido de ultradireita Alternativa para a Alemanha (AfD) propôs a criação de um novo grupo para gerenciar esse processo na Baviera.
Nos últimos dez anos, reformas legais têm sido implementadas para facilitar a deportação de imigrantes sem residência permanente. As autoridades locais de imigração têm a responsabilidade de decidir sobre as deportações, que podem ser realizadas de maneira burocrática e, em alguns casos, com a intervenção da polícia federal. A eficácia dessas medidas é debatida, com especialistas alertando para a exclusão social resultante dessas políticas.
As implicações dessas ações se estendem além das estatísticas de deportação, afetando a vida de milhares de imigrantes e suas famílias. As mudanças nas leis foram criticadas por não tornarem o processo mais eficiente, mas por agravarem a precariedade social dos deportados. O cenário atual levanta questões sobre a moralidade e a legalidade das deportações, além de possíveis consequências diplomáticas para a Alemanha.

