Aliados do presidente da Câmara, Hugo Motta, e do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, estão defendendo que a análise do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto da dosimetria seja realizada em fevereiro. Apesar da pressão da oposição e do Centrão por uma votação rápida, Alcolumbre ainda não confirmou a data para a discussão. O veto, que altera critérios de penas relacionadas aos eventos de 8 de janeiro, já gera grandes expectativas de derrubada no Senado.
Nos bastidores, os parlamentares acreditam que o veto será facilmente derrubado, com a oposição e uma parte significativa do Centrão mostrando confiança em um resultado favorável na votação. Alcolumbre, no entanto, tem se mostrado cauteloso em antecipar compromissos, sugerindo que a decisão sobre a pauta pode ser adiada. A análise do veto deve ocorrer em um contexto político tenso, onde a base governista busca ganhar tempo para reduzir a pressão sobre o tema.
O veto de Lula é visto como um gesto simbólico, mas a sua manutenção enfrenta desafios significativos. Com a expectativa de que a derrubada ocorra, parlamentares de ambos os lados reconhecem que o ambiente político é desfavorável ao governo. A situação ressalta as divisões no Congresso e a necessidade de articulação política eficaz para gerenciar o calendário legislativo, especialmente com a reabertura dos trabalhos em 2026.

