Nesta quinta-feira (29), os preços do petróleo fecharam em alta expressiva, atingindo níveis não observados desde o final do verão passado. O barril do Brent para entrega em março subiu 3,38%, atingindo US$ 70,71, enquanto o WTI subiu 3,50%, fechando a US$ 65,42. Essa elevação é motivada pela apreensão do mercado diante de uma possível intervenção militar dos Estados Unidos no Irã, o que poderia impactar a produção de petróleo desse país.
Os analistas apontam que o aumento acelerado nos preços reflete a percepção de que uma ação militar é iminente. Jorge Leon, da Rystad Energy, destacou que a velocidade da reação do mercado indica um risco real de intervenção. Além disso, a tensão se intensifica com as declarações do presidente dos Estados Unidos, que advertiu sobre a urgência de um acordo nuclear com Teerã, enquanto o porta-voz do Exército iraniano prometeu uma resposta rápida a qualquer ataque.
Outros fatores também contribuem para a alta nos preços, incluindo perturbações no fornecimento no Cazaquistão e interrupções temporárias na produção de petróleo nos Estados Unidos devido ao frio. Essas dinâmicas geram preocupações sobre a segurança do fornecimento global de petróleo, especialmente no estratégico Estreito de Ormuz, onde transita uma parte significativa da produção mundial. O cenário atual pode resultar em desdobramentos econômicos e geopolíticos importantes nas próximas semanas.

