Os Estados Unidos, conhecidos por suas intervenções militares e imposição de sanções, raramente enfrentam retaliações econômicas ou políticas significativas no cenário internacional. Essa dinâmica levanta questões sobre como o poder econômico e a influência militar do país, além do papel do dólar como moeda de referência mundial, contribuem para sua proteção contra sanções. A discussão foi abordada em um programa da Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, com a participação de especialistas em relações internacionais.
O debate contou com a presença de Carlos Eduardo Martins, professor da UFRJ e da Universidade Johns Hopkins, e Roberto Goulart, professor da UNB. Ambos analisaram a relação entre a diplomacia dos EUA e suas intervenções, bem como a importância de alianças estratégicas, como a OTAN, na manutenção de sua posição no cenário global. A conversa se concentrou na aparente imunidade dos EUA frente a retaliações, mesmo em contextos de pressão sobre outros países.
As implicações dessa discussão são vastas, pois reavivam o debate sobre a ética das intervenções e as regras que governam as relações internacionais. À medida que o mundo observa as ações dos EUA, fica evidente que a complexidade das relações globais e a interdependência econômica são fatores que continuam a moldar o panorama geopolítico. A análise desses especialistas oferece uma perspectiva crucial para entender as dinâmicas de poder contemporâneas.

