A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciou, em 30 de janeiro de 2026, a interdição total da Refit, antiga refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. A decisão foi motivada por riscos de acidentes e incêndios identificados durante uma inspeção recente, em um contexto em que a empresa já operava com restrições desde o ano anterior.
A Refit, que já enfrentava problemas com a ANP, recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região para tentar suspender a interdição imposta. O processo judicial é assinado por advogados, incluindo um filho de um ministro do STF, o que levanta questões sobre a influência e a dinâmica legal em torno do caso. Além disso, a refinaria é alvo de investigações por fraude fiscal e importação irregular de combustíveis, o que agrava sua situação legal.
As implicações da interdição vão além da segurança operacional, afetando também a reputação e os negócios do Grupo Refit, um dos maiores devedores de ICMS no Brasil. As investigações em curso, que incluem o uso de fintechs para ocultação de recursos, podem resultar em consequências financeiras severas e um impacto significativo no setor petrolífero. A situação exige atenção contínua das autoridades e da sociedade para garantir a conformidade e a segurança no segmento.

