A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) decidiu, em reunião realizada no dia 26 de janeiro de 2026, manter a classificação do campo de Raia, na Bacia de Campos, como um único campo de petróleo e gás. A decisão, unânime, rejeita o pedido da empresa norueguesa Equinor, que desejava dividir o campo em duas partes: Raia Manta e Raia Pintada.
Essa manutenção como um único campo requer que a Equinor apresente um novo plano de desenvolvimento que atenda às exigências regulatórias, o qual também foi aprovado na mesma reunião. O diretor da ANP, Pietro Mendes, ressaltou que os reservatórios estão interligados no bloco BM-C-33 e compartilham uma única unidade de produção, caracterizando um projeto integrado.
A decisão pode ter implicações significativas na carga tributária sobre a produção, já que apenas campos com grande volume de produção estão sujeitos à Participação Especial, um tributo que pode atingir 40% da receita líquida trimestral. A previsão é que a produção comece no primeiro semestre de 2028, com reservas recuperáveis estimadas em 1 bilhão de barris de óleo equivalente, o que potencializa a importância econômica do campo.

