A União Europeia deu a aprovação final ao acordo com o Mercosul nesta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, resultando em reações de líderes políticos de ambos os blocos. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, enfatizou que se trata de uma vitória do diálogo e da integração entre nações, destacando a relevância do tratado como um dos maiores de livre comércio do mundo.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, e a ministra das Relações Exteriores da Áustria, Beate Meinl-Reisinger, também expressaram suas opiniões sobre o acordo. Merz classificou a aprovação como um marco na política comercial europeia, enquanto Meinl-Reisinger celebrou a conquista, apesar da oposição em seu país. O ministro da Agricultura da Polônia, por outro lado, lamentou a decisão, ressaltando as consequências para os agricultores poloneses.
O acordo, que será assinado no Paraguai em 17 de janeiro, visa eliminar tarifas sobre mais de 90% do comércio entre os dois blocos, criando uma zona de livre comércio que beneficiará mais de 700 milhões de consumidores. As negociações, que se arrastam desde 1999, agora entram em uma nova fase, com expectativas de crescimento econômico e fortalecimento das relações comerciais entre o Mercosul e a União Europeia.

