Um tribunal britânico determinou que a Arábia Saudita deve pagar mais de £3 milhões em danos a Ghanem al-Masarir, um dissidente que vive em Londres. A decisão do juiz Pushpinder Saini, proferida na segunda-feira, reconhece a responsabilidade do reino por ataques físicos e pela invasão de privacidade através do uso do spyware Pegasus em seus dispositivos móveis.
O juiz concluiu que al-Masarir sofreu danos psicológicos consideráveis após descobrir que seus iPhones foram hackeados, além de ter enfrentado um ataque físico fora da loja Harrods, em Londres. Esta sentença não apenas favorece o dissidente, mas também lança luz sobre questões mais amplas de vigilância estatal e violação dos direitos humanos por governos em busca de silenciar críticas.
As implicações desse caso podem ser significativas, já que abre precedentes para a responsabilização de regimes autoritários em tribunais ocidentais. A sentença pode incentivar outras vítimas de abusos a buscar reparações legais, além de aumentar a pressão sobre a Arábia Saudita e outras nações que empregam práticas de vigilância invasivas contra dissidentes e ativistas no exterior.

