Arte rupestre no Sinai revela domínio egípcio há 5.000 anos

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

Um painel de arte rupestre descoberto em Wadi Khamila, no sul da península do Sinai, destaca a presença egípcia na região há aproximadamente 5.000 anos. A cena central mostra um homem em gesto triunfante ao lado de outro, ajoelhado e ferido, sugerindo uma conquista militar. Essa descoberta foi documentada por arqueólogos em um estudo publicado na Live Science, datando a arte em cerca de 3.000 a.C.

Os pesquisadores sugerem que a representação do barco e a inscrição dedicada ao deus Min, associado à fertilidade, refletem o poder egípcio na área. Segundo a equipe de pesquisa, as expedições egípcias ao sudoeste do Sinai eram motivadas pela busca de recursos minerais, especialmente cobre e turquesa. Essas descobertas se somam a outras artes rupestres semelhantes, reforçando a ideia de que os egípcios conquistaram o Sinai durante esse período.

A análise do painel é significativa, pois representa uma das primeiras evidências de domínio territorial dos egípcios sobre grupos nômades locais. Ludwig Morenz, professor de Egiptologia da Universidade de Bonn e coautor do estudo, ressalta a importância dessa arte rupestre como um marco na história das conquistas egípcias. O estudo não apenas ilumina o passado egípcio, mas também destaca a conexão entre arte e poder na Antiguidade.

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