Na véspera de Ano Novo, um ataque armado em Manta, cidade portuária do Equador, resultou na morte de sete pessoas e ferimentos em dez outras. O crime, que ocorreu na noite de quarta-feira, foi registrado durante uma comemoração em uma residência e se deu apenas três dias após um massacre que vitimou seis pessoas, incluindo uma criança. As autoridades locais informaram que o aumento da criminalidade levou à declaração de estado de exceção em várias províncias, incluindo Manabí.
O coronel Carlos Rivadeneira, chefe da polícia de Manta, afirmou que os ataques estão relacionados a disputas territoriais entre gangues, apesar de os mortos não terem antecedentes criminais. A polícia encontrou panfletos ameaçadores no local, sugerindo a rivalidade entre grupos criminosos. Essa escalada de violência está inserida em um contexto de guerra contra o tráfico de drogas, que tem transformado o Equador no país mais violento da América Latina.
Com mais de 8.300 homicídios registrados entre janeiro e novembro de 2025, o Equador atinge um novo recorde de violência, com uma taxa estimada de 52 homicídios por 100.000 habitantes. O governo enfrenta um desafio significativo para restaurar a segurança e controlar as gangues que operam no país. A situação exige ações urgentes para combater essa onda de criminalidade e proteger a população local.

