No último domingo, 25 de janeiro, crianças se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, para participar de um ato simbólico em memória das 272 vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho, ocorrido há sete anos. A ação foi promovida pelo Instituto Camila e Luiz Taliberti, fundado em homenagem aos filhos da ativista Helena Taliberti, que também perderam a vida na tragédia. O evento incluiu a moldagem de argila e a sonorização de uma sirene no horário do desastre, destacando a importância da lembrança e do alerta sobre a segurança ambiental.
Helena Taliberti, visivelmente emocionada, expressou sua preocupação com o futuro das novas gerações e a necessidade de conscientização sobre o meio ambiente. Ela ressaltou que a tragédia poderia ter sido evitada, caso a mineradora Vale tivesse tomado as devidas precauções de manutenção na barragem. Além disso, destacou a importância de criar espaços sustentáveis nas cidades, afirmando que São Paulo deve aprender com os erros do passado para não se tornar inviável para as futuras gerações.
Apesar do tempo, a busca por justiça ainda é um tema central entre os afetados pela tragédia. Helena enfatizou que nenhuma responsabilização criminal ocorreu até agora, e um processo judicial está em andamento para julgar 15 pessoas relacionadas ao caso. Ela destacou a lentidão da reparação e a necessidade de responsabilização para evitar que situações semelhantes voltem a acontecer, clamando por ações efetivas que garantam a segurança e proteção dos cidadãos.

