A ativista e advogada Rocío San Miguel foi libertada em Caracas, Venezuela, nesta quinta-feira (8), conforme divulgado por sua defesa. Ela estava detida desde fevereiro de 2024, acusada de participar de um suposto complô para atacar uma base militar no estado de Táchira e o então presidente Nicolás Maduro. Sua defesa sempre negou as acusações, que foram vistas como parte de uma repressão política mais ampla no país.
Rocío San Miguel, diretora da ONG Control Ciudadano e especialista em temas militares, estava sob custódia do serviço de inteligência, enfrentando acusações graves como traição e terrorismo. Sua libertação foi confirmada pelo ministro de Relações Exteriores da Espanha, que mencionou também a liberação de outros cidadãos espanhóis. Este evento ocorre em um dia marcado pela libertação de diversos prisioneiros políticos na Venezuela, em meio a um clima de tensões e controvérsias políticas.
A libertação de Rocío San Miguel levanta questões sobre a situação dos direitos humanos na Venezuela e o contexto eleitoral que se aproxima. Com mais de 2.400 prisões registradas após os protestos contra a reeleição de Maduro, a liberdade da ativista pode sinalizar mudanças nas políticas do governo ou um movimento estratégico em meio à pressão internacional. As implicações desse caso para a oposição política e para a sociedade civil venezuelana ainda precisam ser cuidadosamente avaliadas.

