Aumento da insatisfação com planos de saúde afeta empresas da B3

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

Recentemente, a ANS (Agência Nacional de Saúde) divulgou dados que revelam um aumento da insatisfação entre os beneficiários de planos de saúde no Brasil. O estudo, conduzido pelo Bradesco BBI, aponta que as operadoras Hapvida e SulAmérica enfrentam as maiores quedas na avaliação dos usuários, refletindo um cenário preocupante para o setor. Essa deterioração na percepção de qualidade dos serviços pode ter implicações diretas na performance dessas empresas na B3, especialmente em um momento de crescente competitividade.

A pesquisa do Bradesco BBI analisou a satisfação dos beneficiários e identificou uma queda acentuada nas avaliações positivas desde 2019, quando a pandemia começou a impactar o setor. As operadoras Hapvida e Notre Dame Intermédica (NDI) apresentaram as maiores reduções nas avaliações, com 39% e 34%, respectivamente. Esse cenário é atribuído ao aumento das reclamações e à judicialização dos serviços, o que pode comprometer ainda mais a confiança do consumidor.

Para o futuro, especialistas acreditam que medidas para melhorar o atendimento e a qualidade dos serviços podem ser essenciais para reverter essa tendência de insatisfação. A expectativa é que, com ajustes na gestão e na oferta de serviços, empresas como Bradesco, Amil e Hapvida consigam recuperar a satisfação dos usuários e, consequentemente, a sua posição no mercado. A pressão por melhorias no índice de reclamações será fundamental para o sucesso das operadoras em um ambiente cada vez mais competitivo.

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