Autônomos: vale a pena deixar a CLT? Especialista analisa custos e benefícios

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

O planejador financeiro Jeff Patzlaff afirma que a migração da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para o trabalho autônomo ou como Pessoa Jurídica (PJ) só é financeiramente viável se o novo rendimento for de 40% a 50% superior ao salário bruto. Para avaliar essa decisão, é fundamental considerar não apenas o salário líquido, mas também os benefícios e direitos trabalhistas que são garantidos pela CLT ao longo do ano.

Patzlaff destaca que, ao calcular o valor que um trabalhador CLT recebe anualmente, é necessário somar o salário, o décimo terceiro, férias, FGTS e outros benefícios. Ao se tornar autônomo, esses itens devem ser pagos do próprio bolso, sendo crucial calcular o custo de cada um deles. Assim, se um trabalhador na CLT ganha 5 mil reais, é necessário que o rendimento como PJ ou autônomo atinja entre 8,5 mil e 9 mil reais para que a mudança seja considerada vantajosa.

Além disso, a contribuição ao INSS para trabalhadores autônomos é diferente da realizada por aqueles com carteira assinada, exigindo que o autônomo gere sua própria guia de pagamento. Essa contribuição é essencial, pois garante acesso a benefícios previdenciários importantes, como auxílio por incapacidade e pensão por morte. Portanto, a decisão de deixar a CLT deve ser cuidadosamente ponderada, levando em conta todos esses fatores financeiros e de proteção social.

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