Um novo relatório do Citizen Lab indica que autoridades jordanianas têm utilizado ferramentas digitais da empresa israelense Cellebrite para coletar dados de telefones de ativistas e manifestantes críticos a Israel. A investigação, que se estendeu por vários anos, encontrou evidências contundentes de que os serviços de segurança da Jordânia direcionaram suas ações contra membros da sociedade civil, incluindo ativistas políticos e defensores dos direitos humanos.
Os pesquisadores observaram que as ações de vigilância têm como alvo não apenas líderes de opinião, mas também estudantes e organizações que expressam apoio à causa da Gaza. O uso dessas tecnologias levanta sérias questões sobre a privacidade e as liberdades civis na Jordânia, um país que já enfrenta desafios em relação aos direitos humanos e à liberdade de expressão.
As implicações desse uso de tecnologia de vigilância são significativas e podem impactar a dinâmica política e social no país. À medida que a fiscalização sobre os críticos se intensifica, a confiança nas instituições governamentais pode ser afetada, além de possíveis repercussões em relação às relações da Jordânia com outras nações e organizações internacionais preocupadas com os direitos humanos.

