Azul registra queda de 61% em ações após oferta bilionária

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

As ações da Azul, companhia aérea brasileira, sofreram uma desvalorização de 61% no pregão de 8 de janeiro de 2026, em meio ao início das negociações de uma oferta de 723,8 bilhões de ações. Este movimento é parte de um plano de reestruturação da empresa, que foi aprovado pela Justiça dos Estados Unidos no início de dezembro de 2025. A oferta inclui tanto ações ordinárias, que conferem direito a voto, quanto ações preferenciais, que oferecem vantagens em dividendos.

O preço das novas ações ordinais foi fixado em 0,00013527 reais, enquanto as preferenciais foram definidas em 0,01014509 reais, totalizando uma oferta de 7,4 bilhões de reais. A diluição da participação dos acionistas minoritários é uma consequência direta da conversão da dívida em ações, o que tem gerado pressão sobre o preço dos papéis. Antes do anúncio da oferta, as ações preferenciais eram negociadas a 558,90 reais, mas caíram para 99,50 reais após a abertura das negociações.

A Azul enfrenta um histórico de prejuízos, acumulando perdas que ultrapassam 10 bilhões de reais nos últimos anos, o que levou à necessidade de reestruturação. Apesar de ter registrado um lucro líquido de 1,4 bilhão de reais até o terceiro trimestre de 2025, a diluição da participação acionária e a oferta maciça de ações podem impactar sua recuperação no mercado. As negociações dessas novas ações têm liquidação prevista para o dia 9 de janeiro de 2026.

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