Em um cenário de crescente aversão ao risco global, a B3, bolsa de valores brasileira, surpreendeu ao registrar uma forte alta na quarta-feira, dia 21 de janeiro de 2026. Apesar da atmosfera tensa, impulsionada por declarações de figuras políticas, a bolsa brasileira se destacou, especialmente em ações de grandes empresas, conhecidas como blue chips, que demonstraram liquidez atrativa para investidores.
A movimentação na B3 pode ser vista como uma resposta pontual a um fluxo de capital estrangeiro que busca segurança em ativos de alta liquidez. Dados indicam que investidores não residentes foram responsáveis por 62% do volume negociado na bolsa em 2025, o que ressalta a importância desses capitais na formação de preços no mercado local. No entanto, a concentração em ações específicas levanta preocupações sobre a sustentabilidade desse crescimento, caso a tensão internacional aumente ainda mais.
Analistas sugerem que, enquanto a B3 atrai investimentos momentâneos, o cenário pode mudar rapidamente, caso a aversão ao risco leve investidores a buscar ativos ainda mais defensivos, como metais preciosos. A situação atual é um reflexo de uma realocação de capital e pode não indicar uma tendência de longo prazo. Portanto, o futuro da B3 poderá depender fortemente das condições econômicas e políticas globais que se desenrolam nos próximos meses.

