O Banco Central do Brasil protocolou um embargo de declaração no Tribunal de Contas da União (TCU) para questionar uma decisão monocrática do ministro Jhonatan de Jesus, que determinou uma inspeção na instituição. Segundo o BC, essa decisão não seguiu o regimento interno do TCU, que exige que apenas decisões colegiadas possam autorizar inspeções em órgãos federais.
O Banco Central destaca que a inspeção deveria ter sido decidida pela Primeira Turma do TCU, e não há indicação de deliberação dessa câmara na ordem do ministro. A autarquia ressalta a importância de sanar essa omissão, reforçando seu posicionamento sobre a necessidade de seguir os protocolos estabelecidos pelo tribunal.
Atualmente, o TCU, assim como o Congresso e o Poder Judiciário, encontra-se em recesso, com previsão de retorno aos trabalhos em 16 de janeiro. A situação levanta questões sobre a transparência e a legalidade das ações do TCU, além de afetar a supervisão de instituições financeiras no Brasil, como o Banco Master.

